Nas eternas ravinas de xisto
Onde o grifo selvagem voa livre,
A terra murmura em tons antigos,
E o céu curva-se num silêncio nobre.
Entre fendas de pedra e sombra,
Ecoam passos que nunca cessam,
São memórias gravadas em rocha,
São lendas que o tempo não dispersa.
O grifo, guardião dos ventos altos,
Rasga o azul com asas de fogo,
Vigia os segredos do vale profundo,
Onde o homem é breve e o mundo é longo.
Ali, o tempo não tem pressa,
E o instante é feito de eternidade,
Pois nas ravinas de xisto e sonho,
Habita a alma da liberdade.

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