Porquê?

Corremos porque não temos asas para voar...

Memórias de pai e filho


Há memórias que não ficam guardadas no telemóvel…

ficam gravadas na pele, no cheiro a pinheiro, no frio que nos desperta a alma.

Lembro-me daquelas corridas sem muito planeamento,

das gargalhadas quando algum de nós ficava para trás,

de partilhar água, comida… ou simplesmente do silêncio.

Dos passos pesados,

mas também das conversas que amenizavam tudo.

Das vezes em que juramos “Nunca mais me meto nisto” …

e do entusiamo com que sempre voltávamos.

Talvez porque nas montanhas ou na floresta,

não apenas corríamos…

criávamos memórias que um dia, sem aviso prévio,

irão doer de uma forma bonita.

E quando a vida se tornar pesada,

fecharei os olhos

e voltarei para lá…

onde tudo era mais simples,

mais real,

mais nosso.

 

 

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